Convite para participar de Grupo de Estudos

13 mar, 2012 | Nenhum Comentário »

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TEMA: AUTORIDADE E LIDERANÇA

A forma pela qual nos relacionamos (ou reagimos) com as figuras de autoridade que cruzaram e ainda cruzam nossas vidas, tais como: nossos avós e pais, tutores, professores, chefes e todos aqueles que reconhecemos como tendo alguma forma de autoridade, determina, não apenas o modo pelo qual exercermos nossa própria autoridade mas, além disso, o quão confortável estamos no nosso papel de líderes.

Autoridade e Liderança, ainda que não sejam a mesma coisa têm entre si profundas e importantes semelhanças e interdependência, assim como com a questão sempre presente do Propósito Pessoal.

O objetivo do grupo é de vivenciar as questões associadas á Autoridade e os requisitos inerentes à Liderança, de forma prática e existencial, partindo do pressuposto de que para liderar precisamos primeiro assumir nossa própria liderança e nos reconciliar com a autoridade interna e externa.

A base teórica para este Grupo serão as Palestras 046 e 237 do Pathwork© que serão fornecidas aos participantes.

Assim sendo, quero convidá-los a participar deste pequeno Grupo e para que possam avaliar seu interesse, forneço as seguintes informações básicas:

  1. Programa: 4 encontros semanais e sucessivos, com duração de 2 horas cada um;
  2. Datas: sempre às 4as feiras, dias: 21 e 28/3 e 4 e 11/4;
  3. Local: Rua Helena, 275, 8º. Andar, conj. 81 – Vila Olímpia.
  4. Horário: das 20h às 22h.
  5. Facilitador: Ricardo Porto (Helper formado na Metodologia do Pathwork® em 2005)
  6. Preço Total: R$ 360,00

Aqueles que quiserem participar do Grupo peço que enviem e-mail confirmando seu interesse para – rporto@phoenixconsultoria.com.br – o quanto antes, para que eu possa fazer a reserva da vaga. Com o grupo fechado, encaminharei mais informações e material para o primeiro encontro.

A Escola dos Deuses

26 jan, 2012 | Nenhum Comentário »

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Há tempos não lia um livro tão instigante, desafiador e com tanto poder de cura e transformação  pessoal!

O autor, o economista e sociólogo italiano, Stefano Elio D’Anna, reitor da European School of  Economics  – ESE, narra seus encontros com o Dreamer, um Ser atemporal, que lhe transmite os  ensinamentos que  estiveram presentes em todas as escolas iniciáticas, desde os tempos mais  remotos. A diferença,  entretanto, é a forma direta, objetiva, prática e até certo ponto, crua, como  tais conceitos são tratados e  transmitidos!

O Dreamer aponta, sem subterfúgios, toda a tragédia humana – dores, frustrações, derrotas, guerras,  sofrimento, infelicidades, doenças e até mesmo a morte – como sendo consequência das nossas  crenças,  nossas (in)verdades interiores, das falsas concepções que nos foram impostas e que jamais  questionamos, da nossa descrença em nós mesmos e claro, na nossa inconsciência. Em dado  momento  ele afirma: “O mundo é assim porque você é assim”!

Passo a passo, com exemplos do dia a dia, não só todo o drama humano vai se desenhando, mas, também, por contraposição, as soluções vão sendo, didática e gradativamente, oferecidas de forma clara e inquestionável.

O livro em certos momentos chega a ser dolorido, tal a sua objetividade e a ênfase que dá à nossa auto responsabilidade pelos nossos infortúnios, mas, ao mesmo tempo, a beleza, profundidade e simplicidade dos ensinamentos é comovente, bem como entusiasmante a vontade que dá[i] de coloca-los em prática imediatamente.

Este é um livro para sempre!!


[i] ProLibera  Editora, 2007

A DOÇURA

21 nov, 2011 | Nenhum Comentário »

 

Mas uma vez, valho-me do excelente resumo que minha querida amiga CARLA RUSSO fez do livro Pequeno Tratado das Grandes Virtudes, do filósofo Frances Comte-Sponville.

Dentre as 18 virtudes mencionadas no livro, escolhi A Doçura, uma virtude que nós homens temos dentro de nós bem escondida e  “trancada a sete chaves”, temerosos que somos de externá-la. Penso que chegou o momento de demonstrá-la, sem medo e sem o receio (ilusório) das conseqüências, pois o mundo que desejamos e sonhamos para nós e nossos filhos depende, fundamentalmente, da nossa coragem de colocá-la em prática.

A DOÇURA

A doçura é uma virtude feminina. É por isso, talvez, que ela agrada, sobretudo, os homens.

Poderão objetar-me  que as virtudes não têm sexo, o que é verdade. Mas isso não nos dispensa de o ter, e o sexo marca todos os nossos gestos, todos os nossos sentimentos e até as nossas virtudes. A virilidade, não é uma virtude. Mas há uma maneira mais ou menos viril, ou mais ou menos feminina de ser virtuoso. Nascemos mulher ou homem, depois nos tornamos o que somos. A virilidade não é nem uma virtude nem uma falta. Mas é uma força, assim como a feminilidade é uma riqueza (inclusive nos homens), e uma força também, mas diferente. Tudo em nós é sexuado – salvo a verdade. Que diferença é mais rica e mais desejável?

O homem só é salvo do pior, quase sempre, pela parte de feminilidade que traz em si.

O que a doçura tem de feminino é uma coragem sem violência, uma força sem dureza, um amor sem cólera. A doçura é antes de mais nada uma paz, real ou desejada: é o contrário da guerra, da crueldade, da brutalidade, da agressividade, da violência… Paz interior, e a única que é uma virtude. Muitas vezes permeada de angústia e de sofrimento, às vezes iluminada de alegria e de gratidão, mas sempre desprovida de ódio, de dureza, de insensibilidade.

É amor em estado de paz, mesmo na guerra, tanto mais forte quando é aguerrido, tanto mais doce. A agressividade é uma fraqueza, a cólera é uma fraqueza,a própria violência quando já não é dominada, é uma fraqueza. E o que pode dominar a violência, a cólera, a agressividade, senão a doçura? A doçura é uma força, por isso é uma virtude: é força em estado de paz, força tranquila e doce, cheia de paciência e de mansuetude. Veja-se Cristo ou Buda, com todos. A doçura é o que mais se parece com o amor, sim, mais ainda que a generosidade, mais ainda que a compaixão. A compaixão sofre com o sofrimento do outro; a doçura se recusa a produzi-lo ou a aumentá-lo. A generosidade quer fazer bem ao outro; a doçura se recusa a lhe fazer mal. Quantas generosidades importunas, porém, quantas boas ações invasoras, esmagadoras, brutais, que um pouco de doçura teria tornado mais leves e mais amáveis?

Notável fórmula de Pavese: “Você será amado no dia em que puder mostrar sua fraqueza, sem que o outro se sirva dela para afirmar sua força.”

A doçura submete-se ao real, à vida, ao mais ou menos do cotidiano: virtude de flexibilidade, de paciência, de devoção, de adaptabilidade. A humanidade não inventa a doçura. Mas a cultiva, mas se alimenta dela, e é isso que torna a humanidade mais humana. É a recusa a fazer sofrer, a destruir, a devastar. É respeito, proteção, benevolência.

“Faz teu bem com o menor mal possível ao outro.” Essa máxima da doçura, menos elevada do que a da caridade e menos exigente, é também mais acessível, por isso mais útil de fato, e mais necessária. Podemos viver sem caridade, toda a história da humanidade o prova. Mas sem um mínimo de doçura, não.

Os gregos, em especial os atenienses, gabavam-se de ter levado a doçura ao mundo. É que viam na doçura o contrário da barbárie e, portanto, um sinônimo aproximado da civilização. O que é a doçura (praotés) para um grego antigo?

No nível mais modesto, a doçura designa a gentileza das maneiras, a benevolência para com o outro. Mas ela pode intervir num contexto muito mais nobre. Manifestando-se em relação aos infortunados, ela torna-se próxima da generosidade ou da bondade; em relação aos culpados, torna-se indulgência e compreensão; em relação aos desconhecidos, torna-se humanidade e quase caridade. Na vida política, ela pode ser tolerância, clemência, conforme se trate das relações com cidadãos, com súditos ou com vencidos.

Na origem desses diversos valores está, porém, uma mesma disposição a acolher o outro como alguém a quem queremos bem – pelo menos em toda a medida em que podemos fazê-lo sem faltar com algum outro dever. E o fato é que os gregos tiveram o sentimento dessa unidade, pois todos esses valores tão diversos podem, ocasionalmente, ser designados pela palavra praos.

Virtude feminina, graças à qual – e só a ela – a humanidade é humana.

Sobre Liberdade e Independência

10 out, 2011 | 3 Comentários »

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Sou livre? Sou independente? Posso ser livre sendo dependente, ou para ser livre preciso ser, necessariamente,  independente?

Já há algum tempo venho conjecturando sobre o significado de Liberdade e Independência, não do ponto de vista semântico[1], mas sim sob a ótica do comportamento humano e mais especificamente, dos relacionamentos interpessoais.

Penso que o conceito de Independência tem relação com o valor pessoal de cada um ou, se preferirem, com a Auto-Estima. Explico melhor: não sou independente se, para me sentir bem comigo mesmo dependo da opinião ou da avaliação positiva dos outros! Na prática, os sinais de que não sou independente aparecem quando me comparo com outros para me auto avaliar; concorro, desmedidamente, por visibilidade e atenção, pressiono para ser reconhecido, me submeto às exigências descabidas dos outros, procuro mostrar meus conhecimentos de forma exagerada, reajo às críticas de forma intensa e desproporcional, sinto despeito pelo sucesso dos outros, fico na defensiva e só me dôo se tiver recebido primeiro, não coopero e nem divido informações com medo de ser passado traz e por aí vai… A lista de exemplos pode ser grande…

Não se trata de não ligar para a opinião das pessoas sobre nós, pois não há nada errado  em querer ter sucesso, ser reconhecido, considerado ou querido!.A questão fundamental é: como me sinto se não receber o que desejo e se não tiver aprovação? Vou-me sentir indigno, desrespeitado, desconsiderado, injustiçado, rejeitado, abandonado, culpado?

Muitas pessoas acreditam que a falta de reconhecimento deve-se a algo de muito errado com elas, e tendem a generalizar esta crença achando-se totalmente inadequadas,  o que, certamente, não é verdade!  A verdade é que temos qualidades e defeitos. Seguindo esta lógica, a falta de independência, em primeiro lugar, causa frustração e baixa auto-estima, já que é impossível obtermos a aprovação de todas as pessoas e nem mesmo a aprovação total de alguém o tempo todo.  Em segundo lugar, a falta de independência faz com que nossos relacionamentos – afetivo, social, familiar, profissional – se tornem exigentes e tensos, pois estão baseados na nossa “exigência” de que a outra pessoa preencha do nosso vazio interior e não na troca, no dar e receber desinteressado e equilibrado. Os conflitos, em todos os níveis e em grande parte, decorrem do nosso desconhecimento de que apenas nós podemos preencher, gradativamente, nosso “vazio interior”

E quanto à Liberdade? Entendo que ser livre, ter liberdade, significa escolher, decidir, falar e agir segundo minhas próprias convicções e de acordo com a minha Consciência. Mas se, entretanto, minhas escolhas, decisões e atitudes estiverem “contaminadas” pelo meu desejo de reconhecimento e aprovação então, eu não decido por mim mesmo, mas sim pela opinião dos outros, portanto não sou independente.

Assim sendo, o pré-requisito para ter Liberdade é ser Independente! Sem que este pré-requisito seja satisfeito posso até pensar que sou livre, mas será uma ilusão que não se sustentará por tempo indeterminado.

Bem, agora a pergunta final: como posso me tornar Independente?

Acredito que um bom começo é assumir a nossa auto-responsabilidade. Aceitar o fato  de que, neste momento, tenho virtudes e defeitos, e meus erros são de minha total responsabilidade e não fruto do acaso ou culpa dos outros. Isto me tira do papel da vítima indefesa, me permite aprender com os erros, ampliar minha autonomia, me libertar da opinião dos outros, fortalecer minha auto-estima  e, finalmente me tornar mais e mais Independente!

Finalizo com uma citação de Steve Jobs que, além de um gênio da Era Digital, foi um humanista de grande sensibilidade:

“Seu tempo é limitado, então não o desperdice vivendo a vida de outra pessoa. Não fique preso pelo dogma – que é viver pelos resultados do que outras pessoas pensam. Não deixe o ruído da opinião dos outros afogar a sua voz interior. E o mais importante, tenha a coragem de seguir seu coração e sua intuição. Eles, de alguma forma, já sabem o que você realmente quer se tornar. Tudo o mais é secundário”

Steve Jobs (1955 – 2011)


[1] Liberdades.f. É a capacidade de agir, atuar, decidir, expressar-se, segundo sua própria vontade e determinação, mas dentro dos limites estabelecidos pela Sociedade. Independência -: s.f. Qualidade de quem tem autonomia. Que é, ou tornou-se, livre de qualquer laço ou compromisso afetivo, social, moral, etc. In, Novo Dicionário do Aurélio, Editora Nova Fronteira.

Capital aberto x fechado: em qual empresa trabalhar?

12 set, 2011 | Nenhum Comentário »

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Compartilho com vocês mais uma entrevista concedida ao site InfoMoney, dessa vez,  sobre CAPITAL ABERTO  X CAPITAL FECHADO: em qual empresa trabalhar? Para ver  a  entrevista na íntegra leia o texto abaixo ou acesse o link:
http://www.infomoney.com.br/carreiras/noticia/2205144-capital+aberto+fechado+qual+empresa+trabalhar

CAPITAL ABERTO X FECHADO: em qual empresa trabalhar?

SÃO PAULO – Antes de definir em qual empresa trabalhar, jovens da geração “Y” e profissionais mais experientes compartilham de um dilema: seguir para um organização de capital aberto ou não?

A decisão nunca vem só e costuma ter os mais diversos motivos, principalmente o interesse de tais profissionais em conseguir uma ascensão rápida e promissora dentro de uma empresa.

Contudo, será que optar por uma organização que tenha seus valores mobiliários negociados em bolsa pode propiciar um salto na carreira? Na opinião do sócio-gerente da Asap, consultoria de recrutamento e seleção de executivos de média gerência, Rafael Meneses, a resposta é não.

Para ele, a escolha da empresa para a qual se prestará serviços dependerá exclusivamente dos objetivos da companhia e do tipo de perfil que ela deseja contratar. “Temos clientes de capital fechado, por exemplo, que buscam profissionais muito mais agressivos que os normalmente contratados pelas demais empresas”, completa Meneses.

Equívoco entre os jovens
O sócio da Asap vai além e explica ainda que atuar em empresa de capital aberto nem sempre é uma garantia de que melhores oportunidades estão por vir. “Os jovens da geração “Y” anseiam um crescimento rápido e acham que, ao entrar em uma empresa deste porte, terão uma carreira internacional do dia para a noite. Isto é um equívoco enorme, afinal, tudo demanda tempo”, explica.

Na mira da concorrência
Ao que consta, um dos grandes privilégios de se estar em uma empresa cujas ações são negociadas na bolsa de valores diz respeito à visibilidade alcançada pelo profissional, que passa a ser observado por outros investidores do segmento e pode, com isso, ter seu networking ampliado.

Exigência em primeiro lugar
Outra vantagem prevista para os funcionários de tais empresas costuma girar em torno da gestão empresarial. Afinal, para atender às exigências da CVM (Comissão de Valores Imobiliários), que regula e fiscaliza as companhias de capital aberto, muito precisa ser feito. Desta forma, sair fora do ‘compasso’ fica mais complicado do que se possa imaginar em termos de contrato.

“Estas empresas são obrigadas a atender um nível de governança corporativa bastante restrito e, por estarem sujeitas a uma fiscalização mais intensa, também não deixam a desejar, quando o assunto é a contratação e atuação de seus colaboradores e funcionários”, avalia o executive coach e sócio da Phoenix Consultoria, empresa especializada em recrutamento e seleção de executivos, Ricardo Porto.

Para ele, quanto mais aumenta a exigência, mais são as responsabilidades e cobranças impostas aos contratados. “De qualquer maneira, acredito que a decisão de se trabalhar em uma ou outra empresa deva ser motivada pelos valores e pela cultura de uma organização e não por outras razões”, avalia Porto.

Menores são melhores
executive coach recomenda ainda que aqueles que estiverem iniciando sua carreira apostem em empresas menores – já que nestas companhias a atuação dos profissionais costuma ser mais abrangente.

“Trabalhar em uma empresa de menor porte pode ser mais promissor e trazer um aprendizado superior aos que estão começando, já que elas possibilitam um maior envolvimento do profissional em diversos aspectos da gestão”, explica Porto, que avalia como segmentado o grau de atuação dos profissionais nas companhias de grande porte.

Em busca de emprego? Sugestão é divulgar currículo nas redes sociais

2 set, 2011 | Nenhum Comentário »

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Compartilho com vocês a entrevista que concedi ao site InfoMoney sobre a divulgação de currículos nas redes sociais e os cuidados necessários ao utilizar esses veículos. Veja a  entrevista na íntegra no texto abaixo ou acesse o link: http://www.infomoney.com.br/financas/noticia/2197072

EM BUSCA DE EMPREGO? SUGESTÃO É DIVULGAR CURRÍCULO NAS REDES SOCIAIS

SÃO PAULO – As redes sociais já se consolidaram como ferramentas úteis para o desenvolvimento das carreiras dos profissionais, tanto como meio para se informar sobre uma determinada área, quanto para buscar oportunidades de emprego ou mesmo anunciar que se está em busca de um. Mas será que a forma como os profissionais mais seniores utilizam as redes não deveria ser diferente da dos mais jovens?

A resposta é: depende. Segundo o executive coach e sócio da Phoenix Consultoria, empresa especializada em recrutamento e seleção de executivos, Ricardo Porto, se o objetivo for divulgar o currículo na rede, não há restrição entre as faixas etárias, mas se a intenção for mostrar que se está desempregado e em busca de uma vaga, alguns aspectos devem ser considerados.

No caso dos jovens, sobretudo os recém-formados, não há muitas implicações ao anunciar nas redes sociais que se está desempregado e em busca de uma oportunidade, mesmo porque, pela faixa etária, é comum estar procurando emprego. Assim, anunciar aos quatro cantos sua situação profissional pode ajudá-lo a encontrar uma vaga.

No caso dos executivos, ou seja, aqueles que possuem uma carreira mais extensa, Porto observa que a exposição nas redes sociais deve ser feita com uma cautela maior. Na avaliação de Porto, colocar em todas as redes sociais que se está desempregado e em busca de emprego pode dar uma ideia de desespero e acabar desvalorizando o profissional.

Nesse sentido, já é comum observar que essa classe de profissional mostra-se menos disposta a se expor do que os mais jovens. No entanto, a sugestão não é deixar de se expor, mas sim fazer com certa cautela, ou seja, divulgando sua situação e objetivos em poucos canais e para um núcleo de contatos mais restrito.

Pensando com a lógica do selecionador
Por outro lado, a diretora da Right Management, empresa especializada em desenvolvimento de carreira, Elaine Saad, sugere que os profissionais, ao definir uma estratégia para encontrar novas oportunidades na rede, tentem pensar com a lógica do selecionador.

Elaine explica que o objetivo dos selecionadores é encontrar um profissional que possua o perfil definido pela empresa, assim, “quanto mais exposto, maiores são as chances de ser encontrado”. A diretora não vê problemas em divulgar sua situação profissional em todas as redes sociais, independente da faixa etária ou posição, “as empresas estão preocupadas em achar o candidato certo e não se ele se expõe muito ou pouco”, avalia.

Levando em consideração a imensidão da internet e a alta escassez de mão de obra qualificada, que as empresa estão enfrentando ultimamente, a sugestão é se mostrar. Elaine ainda pontua que o profissional tem que se sentir confortável com o que faz e, se não se sentir a vontade com a alta exposição, não deve fazer.

Por fim, tanto Elaine quanto Porto sugerem que os profissionais tenham uma postura mais ativa do que passiva na rede, ou seja, vasculhando os sites atrás das oportunidades, seja nos sites das empresas, nas redes sociais ou em sites de vagas. Com a difusão da internet, empresas já usam a rede para encontrar profissionais de todas as áreas e posições.

 

A TEMPERANÇA

17 ago, 2011 | 1 Comentário »

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Anos atrás, o filósofo francês André Comte-Sponville escreveu um livro interessantíssimo sobre as  Virtudes, chamado: Pequeno Tratado das Grandes Virtudes.

No livro, o autor afirma com sabedoria que precisamos conhecer e praticar as Virtudes, para “…  nos  tornarmos mais humanos, mais fortes, mais doces e, principalmente, mestres de nós mesmos…”

Entre as 18 Virtudes descritas e comentadas no livro uma, em particular, chamou minha atenção  até  porque, sinceramente, não conhecia seu significado – A Temperança.

Para minha sorte, felicidade, e esclarecimento, uma querida amiga minha, CARLA RUSSO, fez uma  excelente síntese desta Virtude, a partir do livro de André Sponville, que agora divido com todos.

 

A TEMPERANÇA

Não se trata de não desfrutar, nem de desfrutar o menos possível. Isso não seria virtude, mas  tristeza, não temperança, mas ascetismo, não moderação mas impotência. Spinoza tão bem diz o essencial: “Certamente apenas uma feroz e triste superstição proíbe ter prazeres. Com efeito, o que é mais conveniente para aplacar a fome e a sede do que banir a melancolia? Esta a minha regra, esta a minha convicção. Nenhuma divindade, ninguém, a não ser um invejoso, pode ter prazer com a minha impotência e a minha dor, ninguém toma por virtude nossas lágrimas, nossos soluços, nosso temor e outros sinais de impotência interior. Ao contrário, quanto maior a alegria que nos afeta, quanto maior a perfeição à qual chegamos, mais é necessário participar da natureza divina. Portanto, é próprio de um homem sábio usar as coisas e ter nisso o maior prazer possível (sem chegar ao fastio, o que não é mais ter prazer).” A temperança situa-se quase toda nesse parêntese. É o contrário do fastio, ou o que leva a ele; não se trata de desfrutar menos, mas de desfrutar melhor.

A temperança, que é a moderação nos desejos sensuais, é também a garantia de um desfrutar mais puro ou mais pleno. É um gosto esclarecido, dominado, cultivado. “É próprio de um homem sábio, mandar servir em sua refeição e para a reparação de suas forças alimentos e bebidas agradáveis ingeridos em quantidade moderada, como também perfumes, o adorno das plantas verdejantes, os adereços, a música, os jogos que exercitam o corpo, os espetáculos e outras coisas da mesma sorte, de que cada um pode fazer uso sem prejuízo para o outro.”

A temperança é essa moderação pela qual permanecemos senhores de nossos prazeres, em vez de seus escravos. É o desfrutar livre, e que, por isso, desfruta melhor ainda, pois desfruta também sua própria liberdade. Que prazer é fumar, quando podemos prescindir de fumar! Beber, quando não somos prisioneiros do álcool! Fazer amor, quando não somos prisioneiros do desejo! Prazeres mais puros, porque mais livres. Mais alegres, porque mais bem controlados. Mais serenos, porque menos dependentes. É fácil? Claro que não. É possível? Nem sempre, nem para qualquer um. É nisso que a temperança é uma virtude, isto é, uma excelência: ela é aquela cumeada, dizia Aristóteles, entre os dois abismos opostos da intemperança e da insensibilidade, entre a tristeza do desregrado e a do incapaz de gozar, entre o fastio do glutão e o do anoréxico. Que infelicidade suportar seu corpo! Que felicidade desfrutá-lo e exercê-lo!

A temperança é um meio para a independência, assim como esta é um meio para a felicidade. Ser temperante é poder contentar-se com pouco; mas não é o pouco que importa: é o poder, e é o contentamento.

A temperança – como a prudência e como todas as virtudes, pertence, talvez, à arte de desfrutar; é um trabalho do desejo sobre si mesmo. Ela não visa superar nossos limites, mas respeitá-los. Pobre Don Juan, que necessita de tantas mulheres! Pobre alcoólatra, que precisa beber tanto! Pobre glutão, que precisa comer tanto!

Mas quem sabe se contentar com o necessário? Quem sabe apreciar o supérfluo apenas quando este se apresenta? Somente o sábio, talvez. A temperança intensifica seu prazer, quando o prazer está presente, e faz as vezes deste, quando não está. Que prazer estar vivo! Que prazer não carecer de nada! Que prazer ser senhor de seus prazeres! O sábio epicurista pratica a cultura intensiva – em vez de extensiva – de suas volúpias. O melhor, não o mais, é o que o atrai e que basta à sua felicidade. Ele vive com o coração “contente de pouco”. Aquele a quem a vida basta, de que poderia carecer?

São Francisco de Assis redescobrirá esse segredo, talvez, de uma pobreza feliz. Mas a lição vale, sobretudo, para nossas sociedades de abundância, nas quais se morre e se sofre com maior frequência por intemperança do que por fome ou ascetismo. A temperança tem por objeto os desejos mais necessários à vida do indivíduo (beber, comer) e da espécie (fazer amor), que são também, os mais fortes e, portanto, os mais difíceis de dominar. Isso quer dizer que não se trata de suprimi-los, mas no máximo, e tanto quanto possível, controlá-los, de regrá-los, de mantê-los em equilíbrio, em harmonia ou em paz.

A temperança é uma regulação voluntária da pulsão de vida, uma afirmação sadia de nosso poder de existir, em especial do poder de nossa alma sobre os impulsos irracionais de nossos afetos ou de nossos apetites.

A temperança não é um sentimento, é um poder, isto é, uma virtude.

CONVITE PARA PARTICIPAR DE GRUPO DE ESTUDOS

4 ago, 2011 | Nenhum Comentário »

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TEMA: A  AUTO ESTIMA

“A forma como nos vemos influencia todos os aspectos da nossa experiência, desde  a  maneira como agimos no trabalho, no amor e no sexo, como atuamos como pais e  determina até onde, provavelmente, subiremos na vida. Nossas reações aos  acontecimentos  cotidianos  são determinadas por quem e pelo que pensamos que  somos. Os dramas de nossa  vida são  reflexos da avaliação que fazemos de nós  mesmos. Assim a auto-estima é a chave  para o  sucesso ou para o fracasso e,  também, para entendermos a nós mesmos e aos  outros”[1]

 

Quero formar um pequeno grupo com o objetivo de estudar e, principalmente, de    vivenciar,  na prática, as questões ligadas à Auto Estima. O conteúdo e a condução    deste Grupo de    Estudos estarão baseados, em grande parte, nas palestras e  metodologia do Pathwork®.

Para que possam avaliar seu interesse, forneço a seguir as informações  para participar do desse Grupo de Estudos:

1. Duração: 4 encontros semanais e sucessivos, com duração de 2 horas cada um;

2. Datas: sempre às 4as feiras, dias: 17, 24 e 31 de Agosto e 14 de Setembro;

3. Local: Rua Helena, 275, 8º. Andar, conj. 81 – Vila Olímpia.

4. Horário: das 20h às 22h.

5. Facilitador: Ricardo Porto (Helper formado na Metodologia do Pathwork® em 2005)

6. Preço Total: R$ 300,00

Aqueles que quiserem participar do grupo, peço que enviem e-mail confirmando seu interesse para – rporto@phoenixconsultoria.com.br – o quanto antes, para que eu possa fazer a reserva da vaga. Com o grupo fechado, encaminharei mais informações e material para o primeiro encontro.

Entrevista concedida por Ricardo Porto ao Jornal dos Concursos

20 jul, 2011 | Nenhum Comentário »

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Compartilho com vocês uma nova entrevista, dessa vez, ao Programa JC Entrevistas, do Jornal dos concursos e empregos. Saiba sobre o perfil do profissional para o mercado atual e as oportunidades de trabalho para 2011. Assista:

 

 

Entrevista concedida por Ricardo Porto ao Jornal dos Concursos

Os ensinamentos sobre liderança de Churchill

7 jul, 2011 | 1 Comentário »

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Li, recentemente, a fascinante biografia[1] de um dos maiores nomes do século XX – Sir Winston  Leonard Spencer Churchill ou simplesmente, Churchill –  escrita, em pouco mais de 150 páginas,  pelo laureado historiador inglês, Paul Johnson.

Logo de início, Johnson relata o encontro que teve, aos 16 anos, com Churchill, ocasião em que  lhe  perguntou: “Mr. Churchill, sir, a que o senhor atribui o seu sucesso na vida?”. Sem pausa ou  hesitação, respondeu Churchill: “Preservação de energia. Nunca ficar de pé quando pode sentar e  nunca sentar quando pode deitar”…

Este diálogo, descrito no livro, ilustra bem como Paul Johnson trata seu mítico biografado: de  forma direta, simples, sem minimizar seus erros e nem tão pouco idealizar seus acertos que por  sinal, foram em muito maior número. Em resumo: biografou o homem na sua humanidade,  falibilidade, genialidade, sensibilidade e crueza. É exatamente isto que dá graça, prende a atenção  e, principalmente, dá credibilidade aos fatos narrados e descritos no livro, que cobre os 90 anos  vividos por  este gigante do século passado, com especial destaque para os anos da 1ª e 2ª  guerras mundiais bem como, o período intermediário entre ambas.

A mim, em particular, causou grande impacto as 5 lições sobre Liderança que, segundo Johnson,  podem ser aprendidas da biografia de Churchill. São elas:

1ª Lição: Sempre pensar grande! Ter consciência das suas falhas e fragilidades, mas continuar pensando grande, sem se abater e procurar superar as deficiências. Fortalecer-se naquilo aonde já se é bom e buscar, permanentemente, a excelência pelo prazer de fazer bem feito!

2ª Lição: Nada substitui o trabalho árduo! Ainda que possa parecer uma contradição diante da resposta que deu a Paul Johnson, Churchill sempre trabalhou muito: em média, 16 horas por dia. Costumava, é verdade, trabalhar deitado na sua cama, ditando memorandos, falando ao telefone, uma particularidade sua. Soube equilibrar com maestria o trabalho intenso e o lazer criativo e restaurador. Talvez seja esta a razão que lhe permitiu colocar tanta energia, intensidade e concentração no seu trabalho.

3ª Lição: Superar a frustração! Talvez esta seja a lição mais importante e alguns poderão chamá-la de Resiliência. O fato é que Churchill, ao longo da carreira, sofreu inúmeros reveses, derrotas, crises pessoais, doenças, impopularidade e críticas severas, mas nada disto o abateu irremediavelmente. Sua capacidade de recuperação era impressionante. “Tinha coragem, a mais importante das virtudes, e sua acompanhante, a fortidão!”, no dizer de Paul Johnson.

4ª Lição: Não perca tempo com mesquinharias! Churchill não dispendia nem tempo nem energia emocional com aspectos mesquinhos da vida, tais como: recriminar e culpabilizar terceiros; agir com maldade ou vingativamente; disseminar boatos e maledicência ou realizar manobras sujas. Nada é mais desgastante do que o ódio e a maldade perturba o julgamento. Churchill gostava de perdoar e era um conciliador natural. Nada lhe dava mais prazer do que substituir a inimizade por amizade.

5ª Lição: Sinta alegria pela vida! A alegria expulsa o enfado, o desespero, a rabugentice, a mágoa e a dor. Ela aproxima as pessoas e fortalece os relacionamentos. Churchill relacionava-se muito bem com todos que trabalhavam para ele, independentemente do nível hierárquico, e além do mais, foi querido pelo povo!

Estas lições podem, à primeira vista, parecer praticáveis apenas por pessoas especiais, do porte de Churchill, Ghandi, F.D. Roosevelt ou outro grande nome da História, mas não é bem assim. Qualquer uma delas pode ser colocada em prática a qualquer momento, por qualquer um de nós, pois não dependem de conhecimento técnico, instrução, cultura, nível social ou bens materiais mas,  apenas, da nossa vontade de remover as causas interiores que nos impedem de expressar nossas qualidades inatas.

Não se pode querer ser líder dos outros, antes de nos tornarmos líderes de nós mesmos, e o caminho para tal está no autoconhecimento, na auto responsabilidade, na auto aceitação e finalmente, na autotransformação.


[1] Churchill,  Paul Johnson, Editora Nova Fronteira, 2010