Entrevista concedida ao Programa “Território Eldorado” em 23/11/2010

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Uso inadequado das mídias sociais pode prejudicar candidatos a uma vaga

 

Ter um perfil no Twitter, Facebook ou LinkedIn deixou de ser coisa de adolescente e conquistou um novo público. Hoje, jornalistas, empresários, candidatos, empresas usam essas ferramentas como meio de ver e ser visto, é o famoso Networking.

networking nada mais é do que conhecer pessoas com interesses em comum e estabelecer uma rede de relacionamento.

Ricardo Porto debate o assunto com a jornalista a repórter Elaine Freires.

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O SER CONSCIENTE E O ESTAR CONSCIENTE

Apesar de muitas vezes empregado com o mesmo sentido, o termo Ser consciente não significa o mesmo que Estar consciente, muito embora haja uma estreita interdependência entre ambos.

Na ótima definição de Ana Beatriz Barbosa Silva no livro Mentes Perigosas, “Ser consciente refere-se à nossa maneira de existir no mundo. Está relacionado à forma que conduzimos nossa vida e, especialmente, às ligações emocionais que estabelecemos com as pessoas e as coisas no nosso dia a dia”. Permito-me acrescentar que Ser consciente é também se relacionar de forma ética com toda e qualquer forma de vida que habita este Planeta, reconhecendo, respeitando, sustentando e aceitando suas necessidades e características únicas, garantindo, assim, o seu direito de existir e de se realizar enquanto espécie.

Sem nenhum medo de parecer piegas, resumiria que: Ser consciente é amar, sem condições e sem reservas, toda expressão de vida!

Estar consciente é ter ciência e capacidade de raciocinar e de processar os fatos que vivenciamos bem como, nossas reações físicas e mentais. Não se trata apenas de estar alerta ou lúcido, mas, muito mais do que isto, Estar consciente significa estar atento aos próprios pensamentos e aos sentimentos e emoções que determinam nossos comportamentos e atitudes, no exato momento em que elas acontecem. Em uma frase: Estar consciente é desligar o “piloto-automático”.

Não há quem não saiba o quanto é difícil este Estar consciente. Na maioria das vezes reagimos automaticamente aos fatos que julgamos ameaçadores, nos defendendo ou atacando, e fazemos isto sem de fato parar e avaliar se o perigo realmente existe ou é uma mera  percepção distorcida.

Este tipo de atitude leva à conclusão errônea de que tudo que importa vem de fora e, portanto, somos vítimas das circunstâncias e das pessoas. Na verdade não nos passa pela cabeça que nós próprios podemos ter criado, com nosso comportamento e atitude, tais ameaças ou então, que não  percebemos com clareza, em virtude dos nossos condicionamentos, o que de fato acontece.

Sem Estarmos conscientes, não assumimos a nossa auto responsabilidade, não reconhecemos o que temos que mudar em nós, não nos aceitamos como somos e, portanto, não mudamos. Sem mudança, o mundo exterior continuará ameaçador, viveremos numa luta constante pela sobrevivência, concorrendo por posições e reconhecimento, competindo por espaço, lutando permanentemente uma luta inglória de vida e morte.

O Não Estar consciente inviabiliza o Ser consciente, e cria um círculo vicioso que retro-alimenta a confusão, o estresse, o medo, a dor e o sofrimento. A boa notícia é que esta não é uma situação sem solução, sem saída, muito pelo contrário! Aliás, a solução está contida no próprio problema e para chegarmos até ela podemos lançar mão de algumas ferramentas que estão sempre à nossa total disposição e o que é melhor: sem custos!

São elas: a Testemunha, o Diário, a Meditação e aPrece. Falarei sobre elas no próximo artigo.

(2) Comentários

Dica de Leitura:A Nova Viagem de Heitor

Autor psicanalista francês, François Lelord.

Neste livro, o autor nos propõe, de uma forma leve e divertida, uma reflexão sobre a passagem do tempo, tendo como ponto de partida a visão que vários dos seus pacientes têm sobre este tema. Adicionalmente e em paralelo, aborda a questão do envelhecimento, da finitude, do propósito e do significado da vida e como estas questões afetam nossos relacionamentos. Num capítulo bem interessante, François Lelord explica como os conceitos de Urgência e Importância, podem ser combinados para nos ajudar  na priorização das nossas tarefas.

 

 

 

SUCESSÃO E RETENÇÃO DE TALENTOS

Sucessão e Retenção

O plano de sucessão do principal executivo, bem como dos demais cargos-chave, deve ser parte integrante do planejamento estratégico de qualquer organização.

As boas práticas de Governança Corporativa, notadamente aquelas que se referem à sustentabilidade do negócio, fazem menção aos planos sucessórios como um importante fator de redução do risco corporativo, dado o aumento de confiança que gera nas chamadas partes interessadas (“stakeholders”) que são “os indivíduos e entidades que assumem algum risco, direto ou indireto, relacionado com a atividade da organização”[1], como por exemplo: clientes, fornecedores, instituições financeiras, funcionários, prestadores de serviços, a comunidade, o governo.

A recompensa oferecida às empresas que definiram um plano sucessório consistente, variam desde os mais concretos tais como: valorização do preço das ações,, taxa de juros reduzida, fidelização e contratos de fornecimento de longo prazo, até outros menos tangíveis como a valorização da marca.

Um importante aspecto do plano sucessório refere-se à retenção dos sucessores, propriamente dito. Ou seja, não é suficiente identificar, avaliar e desenvolver os potenciais candidatos, é preciso criar as condições para que estes talentos permaneçam na organização até que o processo sucessório se complete, o que pode significar um período de dois ou até mesmo mais anos.

Reter talentos quando a economia está desacelerada não chega a ser uma tarefa muito difícil. O mesmo já não ocorre quando a demanda por profissionais qualificados, experientes e prontos, ou quase, para assumir posições de maior responsabilidade na hierarquia é alta, como aliás é o momento atual do Brasil onde, por força do aquecimento da economia, já se fala num “apagão de talentos”.

A política para manter os melhores profissionais não deve ser diferente da política para atraí-los, salvo situações específicas relacionadas com estratégia da empresa.

Aumento de salário é sempre a primeira e mais fácil opção quando a questão é segurar um profissional. Entretanto, é bom que se saiba, pesquisas recentes realizadas com executivos, indicam que a questão salarial pesa cada vez menos na decisão de sair ou permanecer na organização e em contra partida, maior importância é dada à  política de benefícios; à remuneração atrelada aos resultados; ao plano de desenvolvimento de carreira; à exposição internacional e naturalmente, às perspectivas de evolução da empresa e do seu mercado.

A mesma pesquisa também apontou que quesitos que anteriormente sequer eram mencionados como, por exemplo: o alinhamento com os valores da empresa; boas práticas de Governança Corporativa e Sustentabilidade; cultura organizacional e ambiente de trabalho; relacionamento com superiores e pares; e equilíbrio entre trabalho e lazer, hoje são cada vez mais citados e valorizados.

As perspectivas da economia brasileira nos próximos anos, tudo indica, são bastante favoráveis. A globalização e a complexidade dos mercados parece ser uma tendência crescente e irreversível. Assim sendo, é bem realista projetar uma maior defasagem entre a demanda e a oferta por profissionais competentes, qualificados e experientes fato que, inevitavelmente, acarretará aumento na taxa de rotatividade (“turn over”) das empresas com o conseqüente aumento na folha de pagamento.

Diante deste cenário bem factível, já não resta muito tempo às empresas para colocarem em prática um cuidadoso planejamento estratégico para a gestão de pessoas, com o objetivo de se prepararem, adequadamente, para este futuro que já se avizinha.

DICA DE LEITURA: Hipnotizando Maria

hipnotizando maria

Autor: Richard Bach/Editora: Integrare

Richard Bach é o mesmo autor dos best-sellers Fernando Capelo Gaivota e Ilusões. Neste novo livro, recém lançado no Brasil, o autor aborda, com muita simplicidade e leveza, o tema “Como criamos nossa própria realidade?”. Por sinal, este mesmo assunto foi objeto do meu último artigo postado aqui no Blog: “O Significado do Nada Acontece por Acaso”.

Em Hipnotizando Maria, Bach traça um interessante paralelo entre o processo de hipnose e os condicionamentos aos quais fomos e somos expostos, por força da tradição, educação familiar, costumes e cultura, e como este volume impressionante de informação  molda nossas crenças, nossa forma de pensar e nossas atitudes.