Dica: Além da Vida

O último filme de Clint Eastwood é um dos mais belos filmes que me recordo de ter assistido em muito tempo. Clint superou, em sensibilidade, seus filmes anteriores: “Menina de Ouro e Gran Torino”. Tenho a sensação de que ele está procurando, aos 80 anos, se reconciliar com a sua própria história. O roteiro de “Além da Vida” permite algumas reflexões: atenho-me, especialmente, à bonita abordagem que o filme faz do tema de que somos todos UM e que, portanto, estamos interligados e influenciamos uns aos outros, não importa a distancia, idade, gênero e cultural. A outra questão está relacionada ao nosso  Propósito de Vida, esta força interior, que quando se manifesta nos encaminha para a direção mais improvável mas que ao final demonstrar-se a melhor para nós.

 

A Rede Social

Nada mais atual do que este filme que conta a origem do Facebook, à partir da trajetória do  seu criador Mark Zuckerberg. Num ritmo adequadamente acelerado, o filme não só nos mostra os bastidores do Facebook, mas também nos leva a especular se seu criador é um nerd, um jerk, um mau caráter, um gênio, um amante frustrado, ou o que é mais provável: um pouco disto tudo. De quebra ainda tem a participação do seu sócio brasileiro na história. Brasileiro? Bem deve ter apenas nascido aqui, mas o ufanismo tupiniquim garante que é corintiano desde criançinha…

 

 

 

Dica de Leitura: O Caminho da Autotransformação

 

Este é o primeiro livro editado no Brasil (1990) a tratar da metodologia do Pathwork, cuja base  conceitual defende um profundo trabalho de autoconhecimento, respaldado pelas técnicas da  Psicologia, como meio de desenvolver a Espiritualidade, sem qualquer vínculo com religiões, seitas,  doutrinas ou dogmas. O livro não só apresenta o fundamento conceitual do Pathwork como também,  alguns importantes temas ligados ao autoconhecimento.

Posso afirmar, sem qualquer exagero, que minha vida e visão do mundo, mudou drasticamente desde  meu primeiro contato com esta metodologia, em 1995. Não tenho a menor dúvida em recomendar a sua  leitura.

Autora: Eva Pierrakos / Editora Cultrix, SP

A Suprema Felicidade – Direção: Arnaldo Jabor

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A Suprema Felicidade

É um filme lindo que retrata, como uma crônica de costumes, a vida no Rio de Janeiro entre meados dos anos 40 e início dos anos 50, visto sob a ótica de um adolescente (Jabor?) com seus dramas familiares, sonhos e fantasias.  Um Rio de Janeiro que, infelizmente, já não existe mais, mas que com seus tipos característicos à época – o pipoqueiro e o comprador de jornais velhos – ajudaram a formar o “espírito” carioca. Tem ainda o Marco Nanini numa interpretação inspirada como o avô e a Tammy Di Calafiori, esta absolutamente deslumbrante…