Capital aberto x fechado: em qual empresa trabalhar?

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Compartilho com vocês mais uma entrevista concedida ao site InfoMoney, dessa vez,  sobre CAPITAL ABERTO  X CAPITAL FECHADO: em qual empresa trabalhar? Para ver  a  entrevista na íntegra leia o texto abaixo ou acesse o link:
http://www.infomoney.com.br/carreiras/noticia/2205144-capital+aberto+fechado+qual+empresa+trabalhar

CAPITAL ABERTO X FECHADO: em qual empresa trabalhar?

SÃO PAULO – Antes de definir em qual empresa trabalhar, jovens da geração “Y” e profissionais mais experientes compartilham de um dilema: seguir para um organização de capital aberto ou não?

A decisão nunca vem só e costuma ter os mais diversos motivos, principalmente o interesse de tais profissionais em conseguir uma ascensão rápida e promissora dentro de uma empresa.

Contudo, será que optar por uma organização que tenha seus valores mobiliários negociados em bolsa pode propiciar um salto na carreira? Na opinião do sócio-gerente da Asap, consultoria de recrutamento e seleção de executivos de média gerência, Rafael Meneses, a resposta é não.

Para ele, a escolha da empresa para a qual se prestará serviços dependerá exclusivamente dos objetivos da companhia e do tipo de perfil que ela deseja contratar. “Temos clientes de capital fechado, por exemplo, que buscam profissionais muito mais agressivos que os normalmente contratados pelas demais empresas”, completa Meneses.

Equívoco entre os jovens
O sócio da Asap vai além e explica ainda que atuar em empresa de capital aberto nem sempre é uma garantia de que melhores oportunidades estão por vir. “Os jovens da geração “Y” anseiam um crescimento rápido e acham que, ao entrar em uma empresa deste porte, terão uma carreira internacional do dia para a noite. Isto é um equívoco enorme, afinal, tudo demanda tempo”, explica.

Na mira da concorrência
Ao que consta, um dos grandes privilégios de se estar em uma empresa cujas ações são negociadas na bolsa de valores diz respeito à visibilidade alcançada pelo profissional, que passa a ser observado por outros investidores do segmento e pode, com isso, ter seu networking ampliado.

Exigência em primeiro lugar
Outra vantagem prevista para os funcionários de tais empresas costuma girar em torno da gestão empresarial. Afinal, para atender às exigências da CVM (Comissão de Valores Imobiliários), que regula e fiscaliza as companhias de capital aberto, muito precisa ser feito. Desta forma, sair fora do ‘compasso’ fica mais complicado do que se possa imaginar em termos de contrato.

“Estas empresas são obrigadas a atender um nível de governança corporativa bastante restrito e, por estarem sujeitas a uma fiscalização mais intensa, também não deixam a desejar, quando o assunto é a contratação e atuação de seus colaboradores e funcionários”, avalia o executive coach e sócio da Phoenix Consultoria, empresa especializada em recrutamento e seleção de executivos, Ricardo Porto.

Para ele, quanto mais aumenta a exigência, mais são as responsabilidades e cobranças impostas aos contratados. “De qualquer maneira, acredito que a decisão de se trabalhar em uma ou outra empresa deva ser motivada pelos valores e pela cultura de uma organização e não por outras razões”, avalia Porto.

Menores são melhores
executive coach recomenda ainda que aqueles que estiverem iniciando sua carreira apostem em empresas menores – já que nestas companhias a atuação dos profissionais costuma ser mais abrangente.

“Trabalhar em uma empresa de menor porte pode ser mais promissor e trazer um aprendizado superior aos que estão começando, já que elas possibilitam um maior envolvimento do profissional em diversos aspectos da gestão”, explica Porto, que avalia como segmentado o grau de atuação dos profissionais nas companhias de grande porte.

Em busca de emprego? Sugestão é divulgar currículo nas redes sociais

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Compartilho com vocês a entrevista que concedi ao site InfoMoney sobre a divulgação de currículos nas redes sociais e os cuidados necessários ao utilizar esses veículos. Veja a  entrevista na íntegra no texto abaixo ou acesse o link: http://www.infomoney.com.br/financas/noticia/2197072

EM BUSCA DE EMPREGO? SUGESTÃO É DIVULGAR CURRÍCULO NAS REDES SOCIAIS

SÃO PAULO – As redes sociais já se consolidaram como ferramentas úteis para o desenvolvimento das carreiras dos profissionais, tanto como meio para se informar sobre uma determinada área, quanto para buscar oportunidades de emprego ou mesmo anunciar que se está em busca de um. Mas será que a forma como os profissionais mais seniores utilizam as redes não deveria ser diferente da dos mais jovens?

A resposta é: depende. Segundo o executive coach e sócio da Phoenix Consultoria, empresa especializada em recrutamento e seleção de executivos, Ricardo Porto, se o objetivo for divulgar o currículo na rede, não há restrição entre as faixas etárias, mas se a intenção for mostrar que se está desempregado e em busca de uma vaga, alguns aspectos devem ser considerados.

No caso dos jovens, sobretudo os recém-formados, não há muitas implicações ao anunciar nas redes sociais que se está desempregado e em busca de uma oportunidade, mesmo porque, pela faixa etária, é comum estar procurando emprego. Assim, anunciar aos quatro cantos sua situação profissional pode ajudá-lo a encontrar uma vaga.

No caso dos executivos, ou seja, aqueles que possuem uma carreira mais extensa, Porto observa que a exposição nas redes sociais deve ser feita com uma cautela maior. Na avaliação de Porto, colocar em todas as redes sociais que se está desempregado e em busca de emprego pode dar uma ideia de desespero e acabar desvalorizando o profissional.

Nesse sentido, já é comum observar que essa classe de profissional mostra-se menos disposta a se expor do que os mais jovens. No entanto, a sugestão não é deixar de se expor, mas sim fazer com certa cautela, ou seja, divulgando sua situação e objetivos em poucos canais e para um núcleo de contatos mais restrito.

Pensando com a lógica do selecionador
Por outro lado, a diretora da Right Management, empresa especializada em desenvolvimento de carreira, Elaine Saad, sugere que os profissionais, ao definir uma estratégia para encontrar novas oportunidades na rede, tentem pensar com a lógica do selecionador.

Elaine explica que o objetivo dos selecionadores é encontrar um profissional que possua o perfil definido pela empresa, assim, “quanto mais exposto, maiores são as chances de ser encontrado”. A diretora não vê problemas em divulgar sua situação profissional em todas as redes sociais, independente da faixa etária ou posição, “as empresas estão preocupadas em achar o candidato certo e não se ele se expõe muito ou pouco”, avalia.

Levando em consideração a imensidão da internet e a alta escassez de mão de obra qualificada, que as empresa estão enfrentando ultimamente, a sugestão é se mostrar. Elaine ainda pontua que o profissional tem que se sentir confortável com o que faz e, se não se sentir a vontade com a alta exposição, não deve fazer.

Por fim, tanto Elaine quanto Porto sugerem que os profissionais tenham uma postura mais ativa do que passiva na rede, ou seja, vasculhando os sites atrás das oportunidades, seja nos sites das empresas, nas redes sociais ou em sites de vagas. Com a difusão da internet, empresas já usam a rede para encontrar profissionais de todas as áreas e posições.

 

A TEMPERANÇA

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Anos atrás, o filósofo francês André Comte-Sponville escreveu um livro interessantíssimo sobre as  Virtudes, chamado: Pequeno Tratado das Grandes Virtudes.

No livro, o autor afirma com sabedoria que precisamos conhecer e praticar as Virtudes, para “…  nos  tornarmos mais humanos, mais fortes, mais doces e, principalmente, mestres de nós mesmos…”

Entre as 18 Virtudes descritas e comentadas no livro uma, em particular, chamou minha atenção  até  porque, sinceramente, não conhecia seu significado – A Temperança.

Para minha sorte, felicidade, e esclarecimento, uma querida amiga minha, CARLA RUSSO, fez uma  excelente síntese desta Virtude, a partir do livro de André Sponville, que agora divido com todos.

 

A TEMPERANÇA

Não se trata de não desfrutar, nem de desfrutar o menos possível. Isso não seria virtude, mas  tristeza, não temperança, mas ascetismo, não moderação mas impotência. Spinoza tão bem diz o essencial: “Certamente apenas uma feroz e triste superstição proíbe ter prazeres. Com efeito, o que é mais conveniente para aplacar a fome e a sede do que banir a melancolia? Esta a minha regra, esta a minha convicção. Nenhuma divindade, ninguém, a não ser um invejoso, pode ter prazer com a minha impotência e a minha dor, ninguém toma por virtude nossas lágrimas, nossos soluços, nosso temor e outros sinais de impotência interior. Ao contrário, quanto maior a alegria que nos afeta, quanto maior a perfeição à qual chegamos, mais é necessário participar da natureza divina. Portanto, é próprio de um homem sábio usar as coisas e ter nisso o maior prazer possível (sem chegar ao fastio, o que não é mais ter prazer).” A temperança situa-se quase toda nesse parêntese. É o contrário do fastio, ou o que leva a ele; não se trata de desfrutar menos, mas de desfrutar melhor.

A temperança, que é a moderação nos desejos sensuais, é também a garantia de um desfrutar mais puro ou mais pleno. É um gosto esclarecido, dominado, cultivado. “É próprio de um homem sábio, mandar servir em sua refeição e para a reparação de suas forças alimentos e bebidas agradáveis ingeridos em quantidade moderada, como também perfumes, o adorno das plantas verdejantes, os adereços, a música, os jogos que exercitam o corpo, os espetáculos e outras coisas da mesma sorte, de que cada um pode fazer uso sem prejuízo para o outro.”

A temperança é essa moderação pela qual permanecemos senhores de nossos prazeres, em vez de seus escravos. É o desfrutar livre, e que, por isso, desfruta melhor ainda, pois desfruta também sua própria liberdade. Que prazer é fumar, quando podemos prescindir de fumar! Beber, quando não somos prisioneiros do álcool! Fazer amor, quando não somos prisioneiros do desejo! Prazeres mais puros, porque mais livres. Mais alegres, porque mais bem controlados. Mais serenos, porque menos dependentes. É fácil? Claro que não. É possível? Nem sempre, nem para qualquer um. É nisso que a temperança é uma virtude, isto é, uma excelência: ela é aquela cumeada, dizia Aristóteles, entre os dois abismos opostos da intemperança e da insensibilidade, entre a tristeza do desregrado e a do incapaz de gozar, entre o fastio do glutão e o do anoréxico. Que infelicidade suportar seu corpo! Que felicidade desfrutá-lo e exercê-lo!

A temperança é um meio para a independência, assim como esta é um meio para a felicidade. Ser temperante é poder contentar-se com pouco; mas não é o pouco que importa: é o poder, e é o contentamento.

A temperança – como a prudência e como todas as virtudes, pertence, talvez, à arte de desfrutar; é um trabalho do desejo sobre si mesmo. Ela não visa superar nossos limites, mas respeitá-los. Pobre Don Juan, que necessita de tantas mulheres! Pobre alcoólatra, que precisa beber tanto! Pobre glutão, que precisa comer tanto!

Mas quem sabe se contentar com o necessário? Quem sabe apreciar o supérfluo apenas quando este se apresenta? Somente o sábio, talvez. A temperança intensifica seu prazer, quando o prazer está presente, e faz as vezes deste, quando não está. Que prazer estar vivo! Que prazer não carecer de nada! Que prazer ser senhor de seus prazeres! O sábio epicurista pratica a cultura intensiva – em vez de extensiva – de suas volúpias. O melhor, não o mais, é o que o atrai e que basta à sua felicidade. Ele vive com o coração “contente de pouco”. Aquele a quem a vida basta, de que poderia carecer?

São Francisco de Assis redescobrirá esse segredo, talvez, de uma pobreza feliz. Mas a lição vale, sobretudo, para nossas sociedades de abundância, nas quais se morre e se sofre com maior frequência por intemperança do que por fome ou ascetismo. A temperança tem por objeto os desejos mais necessários à vida do indivíduo (beber, comer) e da espécie (fazer amor), que são também, os mais fortes e, portanto, os mais difíceis de dominar. Isso quer dizer que não se trata de suprimi-los, mas no máximo, e tanto quanto possível, controlá-los, de regrá-los, de mantê-los em equilíbrio, em harmonia ou em paz.

A temperança é uma regulação voluntária da pulsão de vida, uma afirmação sadia de nosso poder de existir, em especial do poder de nossa alma sobre os impulsos irracionais de nossos afetos ou de nossos apetites.

A temperança não é um sentimento, é um poder, isto é, uma virtude.

(1) Comentário

CONVITE PARA PARTICIPAR DE GRUPO DE ESTUDOS

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TEMA: A  AUTO ESTIMA

“A forma como nos vemos influencia todos os aspectos da nossa experiência, desde  a  maneira como agimos no trabalho, no amor e no sexo, como atuamos como pais e  determina até onde, provavelmente, subiremos na vida. Nossas reações aos  acontecimentos  cotidianos  são determinadas por quem e pelo que pensamos que  somos. Os dramas de nossa  vida são  reflexos da avaliação que fazemos de nós  mesmos. Assim a auto-estima é a chave  para o  sucesso ou para o fracasso e,  também, para entendermos a nós mesmos e aos  outros”[1]

 

Quero formar um pequeno grupo com o objetivo de estudar e, principalmente, de    vivenciar,  na prática, as questões ligadas à Auto Estima. O conteúdo e a condução    deste Grupo de    Estudos estarão baseados, em grande parte, nas palestras e  metodologia do Pathwork®.

Para que possam avaliar seu interesse, forneço a seguir as informações  para participar do desse Grupo de Estudos:

1. Duração: 4 encontros semanais e sucessivos, com duração de 2 horas cada um;

2. Datas: sempre às 4as feiras, dias: 17, 24 e 31 de Agosto e 14 de Setembro;

3. Local: Rua Helena, 275, 8º. Andar, conj. 81 – Vila Olímpia.

4. Horário: das 20h às 22h.

5. Facilitador: Ricardo Porto (Helper formado na Metodologia do Pathwork® em 2005)

6. Preço Total: R$ 300,00

Aqueles que quiserem participar do grupo, peço que enviem e-mail confirmando seu interesse para – rporto@phoenixconsultoria.com.br – o quanto antes, para que eu possa fazer a reserva da vaga. Com o grupo fechado, encaminharei mais informações e material para o primeiro encontro.