Os ensinamentos sobre liderança de Churchill

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Li, recentemente, a fascinante biografia[1] de um dos maiores nomes do século XX – Sir Winston  Leonard Spencer Churchill ou simplesmente, Churchill –  escrita, em pouco mais de 150 páginas,  pelo laureado historiador inglês, Paul Johnson.

Logo de início, Johnson relata o encontro que teve, aos 16 anos, com Churchill, ocasião em que  lhe  perguntou: “Mr. Churchill, sir, a que o senhor atribui o seu sucesso na vida?”. Sem pausa ou  hesitação, respondeu Churchill: “Preservação de energia. Nunca ficar de pé quando pode sentar e  nunca sentar quando pode deitar”…

Este diálogo, descrito no livro, ilustra bem como Paul Johnson trata seu mítico biografado: de  forma direta, simples, sem minimizar seus erros e nem tão pouco idealizar seus acertos que por  sinal, foram em muito maior número. Em resumo: biografou o homem na sua humanidade,  falibilidade, genialidade, sensibilidade e crueza. É exatamente isto que dá graça, prende a atenção  e, principalmente, dá credibilidade aos fatos narrados e descritos no livro, que cobre os 90 anos  vividos por  este gigante do século passado, com especial destaque para os anos da 1ª e 2ª  guerras mundiais bem como, o período intermediário entre ambas.

A mim, em particular, causou grande impacto as 5 lições sobre Liderança que, segundo Johnson,  podem ser aprendidas da biografia de Churchill. São elas:

1ª Lição: Sempre pensar grande! Ter consciência das suas falhas e fragilidades, mas continuar pensando grande, sem se abater e procurar superar as deficiências. Fortalecer-se naquilo aonde já se é bom e buscar, permanentemente, a excelência pelo prazer de fazer bem feito!

2ª Lição: Nada substitui o trabalho árduo! Ainda que possa parecer uma contradição diante da resposta que deu a Paul Johnson, Churchill sempre trabalhou muito: em média, 16 horas por dia. Costumava, é verdade, trabalhar deitado na sua cama, ditando memorandos, falando ao telefone, uma particularidade sua. Soube equilibrar com maestria o trabalho intenso e o lazer criativo e restaurador. Talvez seja esta a razão que lhe permitiu colocar tanta energia, intensidade e concentração no seu trabalho.

3ª Lição: Superar a frustração! Talvez esta seja a lição mais importante e alguns poderão chamá-la de Resiliência. O fato é que Churchill, ao longo da carreira, sofreu inúmeros reveses, derrotas, crises pessoais, doenças, impopularidade e críticas severas, mas nada disto o abateu irremediavelmente. Sua capacidade de recuperação era impressionante. “Tinha coragem, a mais importante das virtudes, e sua acompanhante, a fortidão!”, no dizer de Paul Johnson.

4ª Lição: Não perca tempo com mesquinharias! Churchill não dispendia nem tempo nem energia emocional com aspectos mesquinhos da vida, tais como: recriminar e culpabilizar terceiros; agir com maldade ou vingativamente; disseminar boatos e maledicência ou realizar manobras sujas. Nada é mais desgastante do que o ódio e a maldade perturba o julgamento. Churchill gostava de perdoar e era um conciliador natural. Nada lhe dava mais prazer do que substituir a inimizade por amizade.

5ª Lição: Sinta alegria pela vida! A alegria expulsa o enfado, o desespero, a rabugentice, a mágoa e a dor. Ela aproxima as pessoas e fortalece os relacionamentos. Churchill relacionava-se muito bem com todos que trabalhavam para ele, independentemente do nível hierárquico, e além do mais, foi querido pelo povo!

Estas lições podem, à primeira vista, parecer praticáveis apenas por pessoas especiais, do porte de Churchill, Ghandi, F.D. Roosevelt ou outro grande nome da História, mas não é bem assim. Qualquer uma delas pode ser colocada em prática a qualquer momento, por qualquer um de nós, pois não dependem de conhecimento técnico, instrução, cultura, nível social ou bens materiais mas,  apenas, da nossa vontade de remover as causas interiores que nos impedem de expressar nossas qualidades inatas.

Não se pode querer ser líder dos outros, antes de nos tornarmos líderes de nós mesmos, e o caminho para tal está no autoconhecimento, na auto responsabilidade, na auto aceitação e finalmente, na autotransformação.


[1] Churchill,  Paul Johnson, Editora Nova Fronteira, 2010

(1) Comentário

Entrevista concedida por Ricardo Porto ao Programa Happy Hour

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A Liderança, efetiva e duradoura, só acontece quando se cria um vínculo de confiança entre líderes e seus colaboradores. Na entrevista que concedi ao Programa Happy Hour, no fim do ano passado, explico que este imprescindível  vínculo de confiança só pode ser estabelecido por meio de um relacionamento baseado no  respeito, na ética e em valores.

 

 

Entrevista concedida por Ricardo Porto ao Programa Happy Hour

Meia Noite em Paris – de Woody Allen

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Com Meia Noite em Paris, Woody Allen retoma à sua tradição de fazer grandes filmes, tais como    Match  Point, de 2005. Neste novo trabalho, Allen demonstra toda sua criatividade, como, aliás, já  havia feito  em  A Rosa Púrpura do Cairo, ainda que  alguns possam encontrar alguma semelhança  com De Volta para  o Futuro,  num estilo “art déco”.

Purismos à parte, trata-se de um filme fascinante, com diálogos deliciosos, uma divertida crítica  ao  estilo  americano mais frívolo, consumista e desprovido de qualquer verniz de cultura e,  especialmente,  uma  declaração de amor que o Alter ego do diretor, o deslumbrado Gil Pender, faz  à Paris dos anos 20  do  século passado, para onde todos acorriam e aonde tudo acontecia.

A grande mensagem do filme, na minha opinião, está em mostrar a inutilidade e inconseqüência de  se  buscar preenchimento, satisfação e a própria felicidade, fora do tempo presente. O presente é o  único    lugar onde podemos estar e encontrarmos a nós mesmo e podemos fazer isto sem negar ou  esquecer o  passado. Woody Allen mostra isto com muita sensibilidade e beleza. Imperdível!

 

Você sabe o que é o trabalho de coaching e headhunting?

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Na entrevista que concedi ao programa Fala Sério da ALLTV, conto sobre minhas experiências como Executive Coach e explico como essa atividade pode beneficiar o ambienteorganizacional. Saiba o que as empresas procuram nos profissionais e também sobre a gestão de carreira e negócios. A entrevista está dividida em 4 partes e para assisti-la na íntegra basta clicar nos links abaixo:

Entrevista concedida por Ricardo Porto à ALLTV – Parte1

Entrevista concedida por Ricardo Porto à ALLTV – Parte 2

Entrevista concedida por Ricardo Porto à ALLTV – Parte 3

Entrevista concedida por Ricardo Porto à ALLTV – Parte4

 

Renascimento

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Ainda, recentemente, fiz uma viagem ao interior da Irlanda e  Inglaterra, aonde tive a oportunidade de visitar antigos locais da cultura Celta e até mesmo, assentamentos de povos do período Neolítico, ou seja, datados entre 3000 a 3500 AC

Cidades como Silbury, Avebury e Glastonbury aonde,  supostamente, teria existido a mítica ilha de Avalon, além  toda região de Cornwall (Cornuália), têm ainda, fortes  vestígios da passagem do povo Celta e, conseqüentemente, de  toda a tradição ligada ao culto da Deusa, aos ritos druídicos  dedicados aos elementos da natureza e também, às lendas  relacionadas ao Ciclo Arthuriano, com todo seu simbologismo  mágico, como é encontrado nos relatos sobre o Santo Graal e  da espada Excalibur; Merlin e Morgana; Lancelot e Mordred,  e, naturalmente, sobre o próprio rei Arthur e sua rainha  Guinevere.

Os próprios ingleses, à despeito do seu apregoado ceticismo, consideram estes lugares como sendo os mais sagrados da Inglaterra, locais aonde as dimensões se tocam e os portais se abrem para que possamos fazer nossas conexões…

Lenda, fantasia, sonho, realidade quem pode garantir? Eu, da minha parte, acredito apenas no que vivo e experimento e que, de alguma forma, é comprovado pelos meus sentimentos. Quando esta combinação ocorre, tenho a experiência do insight, e sei que o que percebo é verdade e, portanto, posso sustentar minha opinião com confiança.

ricardo na pedra=)Pois bem, num destes dias, de olhos fechados, sentado e encostado numa pedra que com outras 18, forma um círculo perfeito ( Tregeseal Stone Circle) e que estão assim dispostas desde tempos imemoriais, escuto com clareza na minha mente: “Renascer é assumir uma nova perspectiva para a vida. É questionar o passado, as formas antigas de pensar, de sentir, de falar, atuar e reagir. É se perguntar: como posso ser diferente aqui? Como posso testar uma forma nova fazer? Há uma perspectiva diferente para entender esta situação? Este relacionamento terá uma chance, se rever minhas crenças, certezas e “verdades”? Como posso reagir de forma a criar união, entendimento e cooperação? Como posso ser mais flexível e fluir com a vida de uma forma mais leve e gentil sem que isto signifique me tornar indiferente, indolente e também sem alterar meus valores essenciais? Como posso permanecer aferrado aos modelos antigos se tudo muda, se modifica e se transforma, permanentemente? Não estou, de fato, defasado e desatualizado?”

Tive uma Mestra que afirmava que “O novo é o novo, e não guarda qualquer relação com o velho!” Após a minha experiência em Tregeseal, sinto que a frase da minha Mestra tem um novo e mais profundo significado para mim.

Renascer é dar uma chance para este Novo, e eu posso fazer isto a cada manhã, a cada dia, a cada momento. Basta permanecer alerta e atento, e antes de reagir automaticamente, dar uma pausa, respirar e fazer uma escolha diferente, nova. O processo é por Tentativa e Erro, até que se torne natural. É assim que me renovo, transformo, renasço e afasto a morte para longe de mim…